SEO

SEO como Produto: O que (quase) ninguém te conta

Se você trabalha com SEO há algum tempo, provavelmente já ouviu que “o conteúdo é rei” ou que “links são o que movem o ponteiro”. Mas, depois de 20 anos atuando na intersecção entre tecnologia e produto, eu e o Pedro Dias (fundador da Visively e ex-Google) chegamos a uma conclusão que muitos ainda hesitam em aceitar: tratar o SEO apenas como um canal de marketing é limitar drasticamente o seu potencial de negócio.

Em uma live de quase 2 horas, mergulhamos no conceito de SEO como Produto. Se você perdeu ou quer recapitular os pontos que realmente importam para quem decide o futuro de grandes plataformas, este artigo é para você.

1. O SEO nos ossos, não apenas na fala

A maioria das empresas coloca o SEO dentro de uma “caixinha” reativa no marketing. O problema? O marketing tende a ser sobre o que você diz sobre si mesmo. Já o Produto é sobre o que você é.

Como o Pedro bem definiu durante nossa conversa, se o SEO alinhado ao marketing é a “fala” de um indivíduo, o SEO como Produto é a medula óssea, os músculos e os órgãos.

  • Marketing: Foca em tendências, palavras-chave sazonais e atração imediata de tráfego (muitas vezes enxugando gelo).
  • Produto: Foca na fundação, na arquitetura de informação e na experiência que gera valor a longo prazo.

Tratar SEO como produto significa que ele deve estar presente na concepção da funcionalidade, na escolha da tecnologia (como o framework de renderização) e na definição de como os dados são estruturados antes mesmo da primeira linha de código ser escrita.

2. Falando a língua dos Engenheiros (e sobrevivendo a isso)

Como CTO, eu sei que o maior pesadelo de um desenvolvedor é receber um “checklist de SEO” genérico de uma ferramenta qualquer. Para implementar uma cultura de SEO em produto, você precisa parar de ser um operador de ferramentas e começar a ser um estrategista técnico.

Não adianta dizer ao engenheiro que “o Google quer X”. Você precisa entender a lógica por trás da limitação técnica. O SEO de alto nível acontece quando você consegue discutir progressive enhancement (melhoria progressiva) ou gerenciamento de recursos de servidor com o time de infraestrutura.

“O maior aliado do SEO é o time de TI. Mas, para isso, você precisa falar a língua deles e entender que o Google não serve sites, o Google serve usuários. Se você envergonha o Google entregando uma experiência ruim, ele vai te punir.”
— Pedro Dias

3. Métricas de SEO vs. Métricas de Negócio

Um erro comum que vejo em grandes operações é a fixação em cliques e impressões. No mundo de Produto, o que importa é o impacto no negócio. Precisamos mapear as métricas de SEO para indicadores reais, como:

  • LTV (Lifetime Value): Como o tráfego orgânico retém o usuário ao longo do tempo?
  • Revenue por Sessão: Qual o valor real monetário daquele clique vindo da busca?
  • Acesso aos Logs: O que o bot está realmente fazendo no seu servidor (e quanto isso te custa em termos de processamento e infraestrutura)?

4. O Mito das Siglas: SGE, GEO e AI-SEO

Atualmente, vivemos uma sopa de letrinhas (SGE, GEO, AEO) impulsionada pelo FOMO (Fear Of Missing Out) da Inteligência Artificial. Mas aqui vai uma verdade que quase ninguém te conta: não existe otimização específica para IA que não seja, no fundo, um bom SEO raiz.

As LLMs (como as que usamos na Niara ou as que alimentam o Google) são máquinas de transformar dados desestruturados em dados estruturados. Se o seu conteúdo tem uma hierarquia semântica clara, atende à intenção do usuário e possui autoridade, você já está otimizando para IA.

Não caia na armadilha de comprar ferramentas que prometem “hackear” o algoritmo. Foque em:

  • Arquitetura de Informação: Como seu site organiza o conhecimento.
  • User Research: Entender o que o usuário quer antes mesmo dele buscar.
  • Grounding: Garantir que suas informações são factuais e verificáveis.

5. O Futuro: Robôs consumindo sites para Humanos

Nos próximos anos, veremos uma mudança clara: os sites não serão visitados apenas por humanos, mas por agentes autônomos realizando tarefas (os chamados agentic workflows).

Seu site está pronto para permitir que um bot faça um checkout ou compare preços via API de forma eficiente? O SEO como Produto passará por entender esses protocolos de comunicação entre máquinas (como o MCP – Model Context Protocol), sem nunca perder de vista a satisfação do usuário final.

Conclusão

O SEO não morreu, ele apenas amadureceu. Ele saiu da camada superficial de “ajustes de metatags” para se tornar um pilar central de negócios digitais sustentáveis. Se você quer que o SEO seja imprescindível na sua empresa, comece a olhar para ele como parte do produto, não como um acessório do marketing.

E você, já trata o SEO como um produto ou ainda está preso aos checklists?

Confira a live completa!


Gerei este texto em segundos com a ajuda do YouTube para Artigo da Niara. Teste grátis!

Cadu Alves é CTO e Cofundador da Niara. Com mais de 20 anos de experiência na área de Tecnologia, ele lidera a estratégia tecnológica e o desenvolvimento da plataforma. Sua visão voltada para a inovação é responsável por transformar as mais avançadas tecnologias de Inteligência Artificial em soluções práticas e seguras para profissionais de SEO e Marketing.